8 curiosidades sobre empresas estatais ao redor do mundo

Representantes das elites brasileiras tentam fazer as pessoas acreditarem que apenas o Estado brasileiro oferece serviços essenciais à população por meio de empresas estatais.

Eles estão mentindo.

Em grande parte das nações mais desenvolvidas as estatais ocupam espaço bastante significativo na economia, tornando seus países cada vez mais fortes!

Pois é: estatal não é uma exclusividade do Brasil.

Aliás, há muitos países pelo globo onde a presença delas é ainda mais marcante do que aqui.

Confira, abaixo, oito curiosidades sobre empresas públicas ao redor do mundo.

 

  1. Presença nas bolsas de valores da União Europeia

Em 2013, das duas mil maiores companhias com ações listadas em bolsas de valores na União Europeia, 200 tinham participações minoritárias do Estado, e outras 200 estavam sob o controle estatal, segundo a Comissão Europeia (instituição politicamente independente que representa e defende os interesses da União Europeia).

 

  1. Ativos trilionários

O mesmo estudo revelou que as maiores estatais dos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, grupo de países responsáveis por quase 60% do PIB mundial) geravam, em 2011, mais de seis milhões de empregos, e possuíam cerca de US$ 2 trilhões em ativos. Isso tudo já excluindo aquelas cujos Estados detinham participações como acionistas minoritários.

 

  1. Nos países mais desenvolvidos

Na França, as riquezas geradas pelas estatais chega a 10% do PIB. Na Suécia, 21% do PIB, e 4% dos empregos. Na Itália, 11% do PIB e 2,2% dos empregos. Já na Finlândia, 45% do PIB e 9% dos empregos são gerados por estatais!

E até em países de governos com tradições mais liberais a presença das estatais é forte. O valor de mercado das empresas públicas representa 5% do produto interno bruto (PIB) da Inglaterra (que mantém um fortíssimo sistema de bem-estar social), por exemplo, e lá elas empregam quase 2% do total de trabalhadores.

E nos Estados Unidos, usado erroneamente (ou enganosamente) como exemplo por quem defende o fim das estatais, (surpresa!) existem mais de 30 mil estatais (chamadas de public authorities), principalmente nos estados e municípios.

Em comparação, apenas 0,5% dos empregos no Brasil estão nas estatais federais.

 

  1. Made in China

Nos últimos 40 anos, o governo chinês retirou mais de 740 milhões de pessoas da pobreza.

Na década de 1990, a China deu início a seu principal período de crescimento, e contou com a participação maciça de empresas estatais nesse processo – desde a organização social até a captação e gestão de investimentos.

Nas últimas décadas, as estatais chinesas têm sido responsáveis por garantir um PIB com crescimento de médio de mais de 7% ao ano.

 

  1. Questão estratégica

De acordo com a Comissão Europeia e a OCDE, empresas públicas cuidam de setores estratégicos (infraestrutura, energia etc.) até mesmo em países com menor grau de participação estatal na economia.

 

  1. Pura energia – e transporte

Após analisar todas as empresas públicas de 34 países, a OCDE estimou que 43% dos empregos em estatais são gerados por aquelas ligadas aos setores de energia e de transporte.

Por falar nisso, países que possuem estatais de petróleo estão ampliando e diversificando sua atuação (diferentemente do governo brasileiro, que está reduzindo a Petrobras apenas à extração e venda de petróleo cru).

 

  1. Soberania hidroelétrica

Na Índia, 93% das hidroelétricas pertencem a órgãos ou empresas públicas. No Canadá e na Noruega, elas são 90%, bem como 82% na França, 73% nos Estados Unidos, 62% na Rússia, e 55% na Turquia.

Aliás, em países como Estados Unidos e China, o predomínio de estatais hidroelétricas é inabalável: tais nações são as maiores detentoras de capacidade instalada (maior volume de produção de energia) do mundo.

 

  1. “Correios”

É isso mesmo: diversos países pelo globo realizam seus serviços postais por uma espécie de “Correios”! Assim como aqui, são empresas ou agências públicas, em nações de destaque mundial, como Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão, Noruega Rússia e Turquia.

Elas são mantidas estatais para garantir o atendimento universal do serviço para toda a população (empresas privadas abandonariam localidades menos lucrativas e grande parte das cidades não seriam atendidas).

 

Mas, e a privatização de estatais?

Agora que você já viu que as estatais são fortes e atuantes até mesmo nos chamados “países desenvolvidos”, fica mais fácil compreender que empresas públicas são criadas para gerar desenvolvimento social e econômico.

Por isso, não caia em mentiras: estatais são necessárias para o futuro do Brasil.

Aliás, países que privatizaram estatais estão voltando atrás, já que a venda dessas empresas só gerou prejuízos ao povo.

Com as empresas públicas, como a Petrobras, o Brasil pode alcançar soberania, independência energética e prosperidade!

 

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