A Petrobras é produtiva? É sim, senhor!

Petrobras é produtiva

Imagine você que na década de setenta, a Petrobras produzia 41 mil barris de petróleo por dia. Nesse período, durante a ditadura militar, ainda se descobria, no Brasil, as possibilidades de refino e produção.

De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje, 2020, ela produz 3 milhões de barris por dia!

E muito disso é graças a descoberta do Pré-sal, maior achado no setor no mundo nos últimos cinquenta anos, fruto dos altos investimentos do Brasil em engenharia e tecnologia.

Em 1984, já caminhando para o fim dos anos de chumbo no Brasil, a Petrobras produzia 500 mil barris de petróleo por dia, extraindo de 4.108 poços.

Para se ter uma ideia do salto que a estatal deu, só no Pré-sal ela produz 3 vezes mais extraindo somente de 77 poços.

 

Sabe o que isso significa?

Produtividade e investimento em ciência e tecnologia. E tem mais: a Petrobras é a 10ª petroleiro do mundo.

Imagine você: o Brasil perfurou apenas 30 mil poços de petróleo até hoje! Só a Argentina, com área geográfica bem menor, já perfurou o dobro desse número. Os Estados Unidos então… já passou da casa dos milhões de poços explorados.

É preciso ter um entendimento de que a Petrobras, apesar de gigante, tem um grande potencial de crescimento. Mas isso se sua gestão mantiver um plano de crescimento e desenvolvimento nacional.

 

Produção hoje

Recentemente a ANP publicou que a Petrobras alcançou a produção de 1,018 bilhão de barris pela primeira vez em sua história em 2019. Ou seja, ano passado, a produção de petróleo avançou 7,78%.

Isso chama-se aumento de produtividade! E muito disso se deve aos investimentos no passado, plantando a semente do desenvolvimento nacional.

Essa política nacionalista vem desde o período de Getúlio Vargas e toda a luta pelo “petróleo é nosso!”

E se ampliou com o investimento em refinarias pelos governos seguintes e encontrou o seu ponto alto na descoberta do Pré-sal nos anos 2000.

Mas não para por aí…

Quando o assunto é produção de gás natural, a Petrobras também cresceu (9,46%) em 2019, somando 44,724 bilhões de metros cúbicos.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Pré-sal foi responsável pela produção de 633,98 milhões de barris em 2019, além de 25,906 bilhões de metros cúbicos de gás natural – altas de 21,56% e 23,27% na comparação anual, respectivamente.

 

Outro recorde

E dezembro de 2019, a Petrobras bateu recorde mensal de produção de petróleo, com bombeamento médio de 3,106 milhões de barris por dia, uma alta de 15,44% em comparação com o mesmo período em 2018.

Já a produção média de gás natural atingiu, também em dezembro do ano passado, o recorde de 137,8 milhões de metros cúbicos/dia.

 

Pré-sal

A ANP fez questão de deixar claro que só a produção no Pré-sal corresponde a 66,82% da produção nacional (dezembro de 2019), com 2,655 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor no período.

Portanto, é por essas e outras que a Petrobras se tornou, com muita luta, trabalho e pesquisa, a 10ª maior petroleira do mundo – com receitas avaliadas em US$ 95,58 bilhões.

Detalhe: quem ficou em primeiro lugar foi a chinesa Sinopec, que faz parte da Corporação Petroquímica da China, com receitas de US$ 420 bilhões; depois vem a inglesa Shell e a estatal Saudi Aramco.

As cifras bilionárias endossam o potencial do setor no mundo. Outra questão que chama atenção é que a mão do estado Está presente nessas líderes mundiais.

Na China, por exemplo, o Estado exerce forte influência em todos os setores e a Saudi Aramco, da Arábia Saudita, após voltar a ser controlada pelo Estado, deu um salto de produção e valorização no mercado, e se tornou a empresa mais lucrativa do planeta.

Então, fica aí o alerta para o Brasil e para o ministro da Economia, Paulo Guedes: o mundo caminha cada vez mais para os investimentos do Estado no setor petrolífero (e não o contrário).

O Brasil não pode insistir nessa política de privatização do Sistema Petrobras, pois o recado que o mundo está dando é em outra direção.

Não se pode permitir um erro estratégico tão evidente por parte do Governo Federal.

A história cobrará isso de todos nós!

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