Com a Petrobrás privatizada, você será punido com as crises mundiais do petróleo!

Crises Mundiais

Hoje, no Brasil, o barril do petróleo é atrelado ao mercado internacional. Sua variação cambial é em dólar. Então, quando ocorre uma crise envolvendo países produtores de petróleo (como acontece com frequência no Oriente Médio), é o povo brasileiro (que recebe em Real) que será refém da política de preços criada no governo Michel Temer e mantida no governo Bolsonaro.

Um exemplo: quando houve o ataque militar dos Estados Unidos contra o Irã (coincidentemente ou não, pouco tempo depois que o governo iraniano anunciou a descoberta de uma nova reserva de petróleo estimada em 50 bilhões de barris), que resultou no assassinato do general Qassem Soleimani, o valor do barril do petróleo disparou.

Enquanto caem bombas por lá, o preço dos combustíveis explode nas bombas dos postos de combustível aqui.

Por isso, o consumidor sente rapidamente o aumento do preço dos derivados de petróleo, pois eles são vinculados ao mercado internacional e, consequentemente, ao dólar.

Da mesma forma, se a cotação do dólar sobe aqui no Brasil (o que tem sido bastante frequente), o preço dos combustíveis tende a subir também.

O que fica de lição, neste momento histórico no Brasil, é que a atual política de preços faz com que o povo brasileiro pague uma conta que não é dele.

Isso não se reflete apenas na gasolina ou no diesel. O brasileiro vem amargando aumentos abusivos também no botijão de gás.

Essa atual gestão da Petrobrás alterou não só a forma de reajuste dos preços dos derivados nas refinarias, como colocou à venda as próprias refinarias e distribuidoras de combustíveis, deixando a população completamente refém do mercado.

 

IMPORTANTE:

:: Hoje o Brasil importa 17% do consumo interno.

:: Em 2009 o Brasil importava 5%.

 

Enquanto a política de preços do Governo Federal prioriza o mercado externo, além de enfraquecer a participação do Estado em suas decisões, também reduz o poder de se criar mecanismos de proteção ao consumidor.

Por isso, quando ocorre uma disparada de preços do petróleo no mercado internacional, o brasileiro sente no bolso.

Exemplo disso foi, após o assassinato do general iraniano por forças americanas, o preço do petróleo disparar. Ou seja, quando o Irã, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, tiver uma crise política, o brasileiro será afetado. Ou quando drones atacaram uma refinaria na Arábia Saudita e o preço do petróleo subiu praticamente no mesmo dia.

Detalhe, os conflitos na região infelizmente são constantes, já que por lá se trafega 40% do petróleo mundial.

 

Futuro da política de preços dos combustíveis, segundo o Palácio do Planalto

O Governo Federal tenta convencer o povo de que é possível manter uma política de preços que fica refém de qualquer disparada da cotação do barril de petróleo no exterior.

Mas, como será possível impedir as tensões no Oriente Médio e os conflitos nas regiões dominadas por potências no ramo do petróleo?

Simplesmente não tem como prever e muito menos impedir isso. Até porque os Estados Unidos estão constantemente envolvidos em conflitos na região por causa do petróleo.

É por isso que se fala, quando os preços da gasolina e do diesel disparam, que os brasileiros são reféns das cotações internacionais.

Quando Bolsonaro diz que seu governo não consegue interferir no preço do combustível, é como se ele dissesse que não tem pulso para gerir uma nação.

Essa é a verdade.

No passado, a Petrobras segurava o preço do combustível para a população não sentir essas variações. Muitos outros países no mundo fazem a mesma coisa para manter o preço mais baixo.

A verdade é que a preocupação da gestão Bolsonaro e Castello Branco (atual presidente da Petrobras) está mais para lá (o mercado estrangeiro) do que para cá (com o povo brasileiro).

As turbulências na geopolítica mundial não podem deixar o povo brasileiro refém da política de preços que beneficia os interesses de fora do Brasil.

Se o atual governo estivesse realmente preocupado com o Brasil acima de tudo, deveria deixar de beneficiar o capital estrangeiro para priorizar o grande acionista da Petrobras: o povo brasileiro!

 

Veja também Para eles (estrangeiros) tudo. Para o Brasil, migalhas!

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