Conclusão de obras de refinarias paradas reduziria os preços dos combustíveis

Refinarias

Desde 2016, a Petrobras tem priorizado a venda de petróleo cru e a compra de produtos refinados importados. Junto a isso, os governos Temer e Bolsonaro optaram por uma política que alinha os preços dos combustíveis no Brasil aos preços internacionais do petróleo e ao dólar. Isso faz com que os consumidores paguem mais caro.

O preço do combustível seria menor se fosse refinado completamente no país. Mas aí surge um problema: o governo atual está reduzindo propositadamente o refino no país porque o capital estrangeiro se interessa pelo petróleo cru.

As refinarias já chegaram a operar com 95% de sua capacidade, hoje operam com pouco mais de 60%.

Tipos de óleos

A maior parte do petróleo extraído no território brasileiro, inclusive no Pré-Sal, é de um tipo considerado pesado. As refinarias do país não conseguem funcionar exclusivamente com este tipo de petróleo. É preciso importar de outros países petróleo do tipo mais leve.

Isso acontece porque as refinarias foram erguidas, em sua maioria, numa época em que o Brasil estava longe de alcançar a autossuficiência de extração de petróleo e era importador de quase toda a matéria prima para refino.

A solução é próxima

No entanto, duas refinarias que estavam em construção poderiam resolver este problema, por serem aptas a processar este tipo de óleo mais pesado encontrado no subsolo brasileiro.

São as refinarias de Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e o Complexo Comperj, na cidade de Itaboraí, no litoral do Rio de Janeiro.

No início de 2016, quando teve as obras suspensas, Abreu e Lima estava 95% concluída. Dos dois trens de refino projetados, o primeiro está em funcionamento, mas opera com menos de 50% da capacidade.

O segundo trem sofre com deterioração por causa da interrupção das obras, mas uma retomada traria muitos empregos diretos e indiretos para a Região Metropolitana do Recife, onde está localizada, além de propiciar combustíveis mais baratos para a Região Nordeste do Brasil.

Já o Complexo Comperj, teve a obra interrompida em um estágio mais avançado. Todos os equipamentos já haviam sido recebidos. Bastava a montagem e os ajustes para entrar em operação. Sua posição é estratégica porque tem acesso facilitado tanto à Bacia de Campos (no Rio de Janeiro) como à Bacia de Santos (em São Paulo), as duas áreas com maior produção no país.

Se as duas obras estivessem completas, estaria resolvido o problema de compatibilidade de tipos de petróleos das refinarias da Petrobras e o Brasil poderia refinar quase todo o petróleo extraído por aqui.

Combustíveis mais baratos

Com a conclusão das duas refinarias, os efeitos para a economia do Brasil seriam imediatos. A capacidade de refino da Petrobras aumentaria e, se houvesse uma mudança de visão do governo brasileiro e da gestão da empresa (aumentando o refino das demais unidades a padrões aceitáveis), seria o suficiente para suprir praticamente toda demanda nacional.

Suprindo a demanda nacional, não haveria necessidade de importação de combustíveis do exterior. A produção de combustível no Brasil é mais barata. A própria Petrobras assumiu isso em relatório publicado em dezembro de 2018: o refino em unidades no Brasil seria 33% mais barato que no exterior.

Com custos menores no refino, a gasolina, o diesel e o gás de cozinha custariam menos. Quem ganharia com isso é a população brasileira.

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