Controle estatal da Petrobras é necessário para desenvolvimento nacional

O desenvolvimento nacional depende que empresas estratégicas, como a Petrobras, permaneçam sob controle do Estado. Não há nação no mundo que esteja hoje desenvolvida sem que tenha chegado a esse status sem a mão do governo como indutor do crescimento.

É o caso da Noruega, país com maior qualidade de vida no planeta, e de muitos outros.

No Brasil, as empresas públicas são responsáveis por produzir insumos e tecnologias que são utilizadas por todo o setor produtivo nacional. Por ser estatal, têm como função priorizar primeiro o suprimento nacional (uma grande diferença em relação às empresas privadas).

 

Promotoras de desenvolvimento

Junto com o Brasil, a China, o Canadá e os Estados Unidos são responsáveis por mais de 50% da geração de energia hidrelétrica no mundo. E todos esses países se destacam pelo controle estatal da maior parte do setor.

Os países mais desenvolvidos sabem que a privatização das empresas energéticas comprometeria a distribuição e aumentaria os preços para a população.

Na história recente do planeta, entre os países que deram maior salto em desenvolvimento nas últimas décadas e que são produtores de petróleo, a maioria comanda o setor com suas empresas estatais e utilizam suas riquezas como fontes de inovação e de impulsionamento da economia e do bem-estar. China, Índia, Malásia, Rússia, Irã, Arábia Saudita, Kwait, Emirados Árabes Unidos e Qatar são países que, ao lado do Brasil, vêm utilizando a riqueza a partir do petróleo para aumentar a qualidade de vida da população.

E muitos deles formaram o chamado G20, grupo formado em 1999 pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

Além disso, excetuando a África do Sul, os demais países (Brasil, Rússia, Índia e China) que fazem parte do chamado BRICS – grupo de países emergentes que são responsáveis por quase 25% do PIB mundial – possuem estatais de petróleo.

E mesmo em países de economia considerada mais “liberal”, como na Inglaterra, as empresas estatais cumprem expressivo papel na economia e têm valor de mercado correspondente a 5% do PIB. Na França, esses percentuais chegam a 10%. Em economias menores, como a da Suécia, representam aproximadamente 21% do PIB; e, na Finlândia, equivalem a 45% do PIB.

 

Privado x Estatal

Empresas privadas têm como função apenas gerar lucro para seus donos ou acionistas, de preferência usando o mínimo de recursos possível no prazo mais curto que puderem. Este fim se encerra em si mesmo.

Enquanto uma petrolífera estatal tem a função de suprir demanda por combustível, energia e derivados a seu país, podendo gerar lucros (no caso da Petrobras, desde 2003 os lucros foram gigantescos em quase todos os anos), uma petrolífera privada tem como objetivo apenas gerar lucros vendendo esses produtos.

Porém, no ramo do petróleo e energia, assim como em insumos de indústria de base (siderurgia, por exemplo), isso seria extremamente danoso para um país que precisa crescer. A economia ficaria inviabilizada por falta de recursos e setores mais complexos não conseguiriam avançar. E são justamente os setores complexos que geram mais riquezas.

Produtos industrializados dão mais dinheiro do que exportar matéria-prima e commodities (produtos que funcionam como matéria-prima), por exemplo.

Aí que entra a Petrobras como indutora do desenvolvimento. Ao fornecer combustível e derivados de petróleo de maneira regionalizada e voltada para a demanda nacional, sem criar escassez artificial em nome do lucro, permite o desenvolvimento de diversos setores industriais no país.

E por ser estatal e ter o lucro apenas como consequência, também se permite a pensar no médio e longo prazo. Assim também desenvolve ciência, produz conhecimento e tecnologia nacional (geralmente em parceria com as universidades públicas, também excelências científicas nacionais). Conhecimento e tecnologia são bens muito valiosos e também geram desenvolvimento.

Uma empresa privada, quando pesquisa, volta sua pesquisa apenas para a maximização dos lucros. Uma estatal como a Petrobras, aprimora a ciência em nome do desenvolvimento. Por isso precisa se manter, estatal, inteira e do povo.

 

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