Mentiras sobre o endividamento da Petrobras: uma estratégia para a privatização

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Imagine você descobrir uma gigante mina de ouro. Uma das maiores do mundo. A maior descoberta dos últimos trinta anos. Legal, né?

Aí, depois de muito esforço, você entende que precisa de mais investimento para atingir seu objetivo, que é extrair seu ouro, já que ele está na sua terra.

Então, para garantir a eficiência da operação, parte para uma política de investimentos mais pesados, pois o retorno é garantido.

Vale lembrar que você tem plena consciência de que esse dinheiro faz parte de um planejamento futuro e que toda sua família irá se beneficiar disso. Aliás, todas as futuras gerações receberão as benesses dessa aplicação.

Obviamente que esse investimento cria um passivo financeiro, controlável, pois, à medida que se extrai o ouro e se recupera o que se investiu.

O que vem pela frente é lucro.

 

Ouro negro

Agora, impulsione sua mina de ouro a escalas que atinjam níveis de proporção mundial. Aí mude do amarelo ouro para o ouro negro: o petróleo.

Então imagine que você conseguiu chegar aos 7 mil metros de profundidade, em alto mar, e descobriu o Pré-sal. A maior descoberta dos últimos trinta anos no setor do petróleo.

Parabéns, você conseguiu! Comemore! Pois agora você se tornou referência mundial e vai poder reverter todo esse investimento para a sociedade.

Mas, infelizmente, em um período turbulento, politizaram essa descoberta e a verdade ficou em segundo plano.

 

Mentiras sobre o endividamento da Petrobras: o que não te contam?

Usando do argumento de que a dívida da Petrobras foi criada como consequência da corrupção (uma grande fake news, diga-se de passagem), os Governo Temer e Bolsonaro começaram a reduzir a participação da companhia em vários ativos.

Mas, você já parou para pensar que esse endividamento não é por acaso?

Como já foi dito, quando a empresa se tornou, com a descoberta do Pré-sal, uma das grandes no setor, nada mais normal do que investir ainda mais para competir no topo da cadeira integrada do petróleo.

Por isso, a partir de 2007 a Petrobras assumiu uma política de ampliação desses investimentos em capacidade produtiva, tecnológica e engenharia.

Entre 2010 e 2014, a empresa investiu mais de US$ 200 bilhões (equivalente a mais de R$ 800 bilhões, segundo cotação de dezembro de 2019). Essa é a origem da “dívida” atual da Petrobras.

O objetivo: extrair mais petróleo do Pré-sal e aumentar a produtividade do refino no Brasil. Como resultado, geração de emprego, preço dos combustíveis justo e a Petrobras funcionando a todo vapor.

É o que faz qualquer empresa grande que enxerga um futuro promissor à frente: investe pesado, e às vezes contrai propositadamente dívidas que serão pagas ao longo do tempo. Tudo isso dentro de uma previsão realista e racional.

Isso tem um nome: alavancagem.

Ouras empresas do ramo, principalmente privadas, até possuem endividamento menor. Mas é porque elas não têm grandes projetos para investir.

A Petrobras tem o Pré-sal, cujas estimativas de especialistas indicam um lucro que pode chegar a mais de US$ 10 trilhões (R$ 40 trilhões) nas próximas décadas.

Mas o Governo Federal parece não se importar com o futuro do próprio país, e já reduziu a capacidade do refino de 95% (governo Dilma) para 60%; além de aumentar as importações de derivados e deixar o controle do preço dos combustíveis atrelado ao dólar.

 

 

Quer saber: não acredite em fake news!

:: A Petrobrás não está quebrada – estamos falando da maior empresa do Brasil. E mesmo tendo sofrido problemas internos, está longe do risco de falência. A estatal é uma grande geradora de caixa, entre 2012 e 2017, por exemplo, a geração se manteve estável entre 25 e US$ 27 bilhões por ano.

:: A dívida da Petrobrás é proporcional às reservas em desenvolvimento do Pré-sal e aos investimentos de mais de US$ 200 bilhões, de 2010 a 2014, sendo perfeitamente administrável pela companhia.

:: Não é verdade que a Petrobrás teve prejuízos durante a política de preços dos combustíveis abaixo do mercado internacional, entre 2011 e 2014, época em que o preço do petróleo se manteve elevado.

 

O que não é fake é que a Petrobras está sendo entregue numa bandeja às multinacionais estrangeiras do setor. E entregando ativos o Sistema Petrobras quem agradece são eles; e esse “eles” não é o povo brasileiro.

Portanto, usar a justificativa de endividamento para privatizar a Petrobras nada mais é do que uma estratégia montada para enganar a população e obter apoio à entrega do patrimônio nacional.

 

 

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