Entregar o Pré-sal não é bola fora, é ficar sem bola

Entregar o Pré-sal é ficar sem bola

Sabe quando você vai até um ponto e percebe que é melhor voltar, então… não foi isso que aconteceu para que o Pré-sal fosse descoberto.

É importante a sociedade saber como se chegou a maior descoberta no setor do petróleo dos últimos 30 anos no mundo.

Primeiro, tudo isso aconteceu graças à competência dos trabalhadores de Petrobras. Depois, pode-se pôr na conta de um tal de “risco calculado”.

Essa expressão foi dita por ninguém menos que Guilherme Estrella, geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, entre os anos de 2003 e 2012, e considerado o “Pai do Pré-Sal”.

Para começo de conversa, se a Shell fosse estatal, provavelmente o mérito seria dela. Isso porque a multinacional detinha o bloco de concessão para exploração.

Mas é aí que entra a principal diferença entre uma estatal e outras companhias estrangeiras e privadas. A Shell preferiu não correr esse risco, nem financeiro e nem geológico, durante exploração do bloco.

A multinacional pulou fora o negócio e, a partir daí quem assumiu por conta e risco foi a Petrobras, destinando cerca de US$ 240 milhões na exploração.

Então eis a questão: a diferença entre uma empresa privada e uma estatal como a Petrobras é que a brasileira tem compromisso com o desenvolvimento nacional.

 

Mas e agora, em que pé estão as reservas do Pré-sal?  

Após a tentativa de entregar algumas reservas para multinacionais nos megaleilões de novembro de 2019, o resultado foi desastroso para o Brasil. Pouca procura de investidores e, em alguns casos, a própria Petrobras foi compradora dos poços que ela mesma colocou à venda.

O que chama atenção é a pressa para se entregar aos estrangeiros o passaporte para futuro dos brasileiros.

Se o governo tivesse concretizado a venda, estima-se que a transação geraria um prejuízo de R$ 1,3 trilhão (que é maior do que o valor que o governo disse que vai economizar com a Reforma da Previdência em 10 anos, só para comparar).

Não custa lembrar que empresas multinacionais destinam a maior parte dos lucros para seus países de origem. Ou seja, a nossa riqueza iria para fora do Brasil.

 

Então para que entregar o Pré-sal?

Depois de tamanha expansão tecnológica, comprovada competência e eficiência da Petrobras, e de todo o retorno que a empresa representa na garantia de investimentos sociais (em áreas como saúde e educação), o Governo Federal fecha os olhos para a soberania do seu próprio país.

É preciso valorizar, sempre, o que a Petrobras conseguiu fazer em uma área que estava aberta para exploração de toda e qualquer empresa estrangeira.

Com o Pré-sal brasileiro e tudo que ele proporciona e pode proporcionar, há esperança de um robusto desenvolvimento industrial, naval, de segurança energética e a possibilidade de fazer um projeto de nação desenvolvida e soberana.

Mas o governo não olha para o futuro e insiste em entregar o Pré-sal.

Segundo a estimativas de especialistas, o Pré-sal poderia gerar um lucro estimado de US$ 10 trilhões (aproximadamente R$ 43 trilhões pela cotação do dólar em novembro de 2019) nas próximas décadas para o Brasil. É por isso que dizemos que ele é o nosso passaporte para o futuro. Mas só se o governo quiser (e o atual parece não querer).

 

Aliás, sobre esse assunto, tem muito chão pela frente, ou melhor, muito Pré-sal. Até porque, tudo indica que há uma camada gigantesca a ser explorada de Cabo Frio (RJ) até Laguna, abaixo de Florianópolis, em Santa Catarina.

A dúvida que fica é se essa riqueza será desenvolvida pela Petrobras e retornar para os brasileiros ou será entregue nas mãos dos estrangeiros.

Entregar o Pré-sal será bom para quem?

 

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