Governo quer deixar a Petrobras banguela!

A já anunciada intenção do governo federal de vender 8 refinarias da Petrobras é de uma perversidade muito grande com a empresa e com todos os brasileiros.

É deixar a maior empresa do Brasil ficar incompleta, como se houvesse algo faltando para que ela crescesse e trouxesse desenvolvimento para todo o país.

E como se estivessem vendendo os dentes para não gastar com comida, deixando a empresa banguela!

As refinarias são utilizadas para fazer o refino do Petróleo extraído e produzir os combustíveis que utilizamos no dia-a-dia.

Mas o atual governo optou por vender o petróleo bruto para o exterior, e comprar produtos já refinados, pagando o preço do mercado internacional, ao mesmo tempo em que diminuiu a capacidade de operação das refinarias da Petrobras.

Essa estratégia é prejudicial à empresa e também aos consumidores, que acabam pagando mais caro do que pagariam se o refino do petróleo fosse todo feito aqui.

 

Refinarias trazem segurança para o país

Grandes empresas petrolíferas têm refinarias espalhadas pelo mundo inteiro e capacidade de refino maior que a capacidade de produção.

Essas petrolíferas, como a Exxon e a Shell, investem em refino devido às oscilações dos preços internacionais do petróleo, pois há momentos em que o refino tem maior lucratividade e há outros que a exploração e produção que tem mais lucratividade.

Se as refinarias da Petrobras fossem utilizadas em toda sua capacidade, seria possível adotar preços mais baixos para o consumidor, ter lucro e ainda manter a empresa protegida contra as oscilações do mercado internacional.

Entre 2015 e 2016, por exemplo, o lucro líquido da Petrobras no refino foi maior que na exploração, enquanto em 2017 a situação se inverteu.

Ou seja, a instabilidade do setor é muito grande e apostar todas as fichas em uma só atividade é um risco gigantesco (uma opinião quase unânime entre especialistas em gestão empresarial).

Nenhuma grande empresa de Petróleo sobrevive sem a atividade de refino. Neste ritmo, a Petrobras caminha para tornar apenas uma empresa assessora para as grandes petrolíferas.

 

BR Distribuidora

No processo para tornar a Petrobras banguela, o governo já se desfez da BR Distribuidora.

Em julho de 2019, o governo Bolsonaro fez a venda de parte das ações que a Petrobras tinha da BR Distribuidora (maior empresa de distribuição de combustíveis no Brasil, com 7,7 mil postos) e que lhe davam maioria do controle. Em agosto de 2020 o governo anunciou que venderia o restante das ações que possuía. Desistiu no mês seguinte, mas mesmo assim a estatal deixou de ser a maior acionista da BR Distribuidora. O reflexo pode ser sentido no bolso dos consumidores.

Não se engane: quando você vê um posto BR, apesar do nome, ele não é mais da Petrobras.

Ao deixar de ser o maior acionista da BR Distribuidora, o país perdeu uma ferramenta importante de controle de preços, porque o restante da cadeia produtiva, que é privado, tentará lucrar ao máximo em todo o percurso até o consumidor.

Quando era estatal, a BR Distribuidora segurava os preços mais baixos para que as outras distribuidoras não explorassem o consumidor, o que hoje não acontece mais.

O resultado você vê quando a Petrobras anuncia que o preço dos combustíveis vai baixar. O reflexo na bomba tem levado muito mais tempo para acontecer, não é mesmo?

A Petrobras era uma empresa que ia do poço ao posto. Essa máxima faz cada vez menos sentido e o maior prejudicado é o povo brasileiro.

Com políticas como essa, o governo vai deixando a Petrobras cada vez mais banguela.

 

 

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