Petrobras: será ela a última desbravadora de novas fronteiras?

O crescimento da Petrobras está atrelado ao Brasil.  A estatal sempre esteve envolvida nas descobertas relevantes economicamente e cientificamente para o país. Ela sempre foi uma desbravadora de novas fronteiras.

Foi a ela (o corpo técnico e trabalhadores brasileiros) que descobriu, por exemplo, a Bacia de Campos e o Pré-sal.

Especificamente na questão do Pré-sal, vale lembrar que era para a Shell ter descoberto à reserva, pois a multinacional detinha o bloco de concessão para exploração da área.

Mas a Shell pulou fora do negócio, porque não quis assumir o risco do investimento, já que teria que aprofundar, literalmente, sua busca por petróleo naquela área e não tinha tecnologia e nem ousadia para isso.

Com a saída da estrangeira, quem adquiriu as áreas e assumiu o risco foi a Petrobras; desembolsando cerca de US$ 240 milhões para a exploração.

Ou seja, se a Petrobras não fosse estatal, dificilmente continuaria no negócio. Mas devido ao compromisso com o país, investiu na exploração da área.

O resultado é conhecido: o Pré-sal é a maior descoberta do mundo nos últimos trinta anos no setor do petróleo.

Entendeu a diferença?

A Petrobras é desbravadora porque tem compromisso com o desenvolvimento nacional.

Isso pode acabar?

Sim.

A política de desinvestimento na estatal praticada pela atual Governo Federal tira a possibilidade de ampliar as novas descobertas da Petrobras.

Dificilmente uma empresa privada ocupará o lugar da estatal.

E isso significa:

:: Que a única empresa brasileira capaz de desbravar o país perde força por causa de uma política equivocada do Governo Federal;

:: Que as multinacionais não se interessarão pelo Brasil, pois elas concentram esforços em locais geologicamente mais conhecidos e até em novas formas de energia;

:: Essa empresas estrangeiras não têm compromisso com as descobertas no Brasil. Por isso a Petrobras é tão importante.

:: Que o Brasil não se prepara para o natural declínio das explorações na Bacia de Campos e no Pré-sal a longo prazo;

:: Que é inadmissível uma petroleira do tamanho da Petrobras ser podada de buscar novas fronteiras;

:: No país, as petroleiras, sejam gigantes ou menores, trabalham na esteira da Petrobras, atuando em áreas já descobertas;

:: As Petroleiras médias têm orçamentos limitados. O ritmo, no caso de desbravamento de novas áreas, é mais lento;

:: Há problemas de licenciamento de poços de petróleo em novas fronteiras. O que contribui para a redução do interesse das empresas estrangeiras nessas regiões;

:: Que a 16ª Rodada de concessões, no fim de 2019, provou que esse desinteresse é real; acentuado pelas crises ambientais e de imagem do Governo Federal;

Novas fronteiras

Sem a Petrobras operando nas explorações de novas áreas, dificilmente o Brasil terá novidades no setor.

Uma pena.

A Petrobras estava pavimentando um belo caminho rumo ao futuro. Com as mudanças promovidas pelo governo, vai andar na contramão.

O sucesso do Brasil está totalmente conectado aos avanços promovidos pela estatal. Ela está na história da industrialização nacional em todos os momentos.

A Petrobras é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento do Brasil.

Veja também O uso do petróleo vai acabar em breve?

 

 

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