Vender as refinarias da Petrobras é acabar com empregos na indústria brasileira

A Petrobras foi criada para ser uma empresa “do poço ao posto”, e as refinarias cumpriram uma imensa contribuição ao país na produção de combustíveis, dentro de um projeto de construção da soberania energética do Brasil.

Contudo, setores que pretende se apropriar das riquezas dos brasileiros tentam implantar a ideia de que privatizar essa estrutura seria bom para o país.

A verdade é que vender as refinarias da Petrobras não só vai servir para que algumas poucas empresas passem a lucrar ainda, deixando estados sem a arrecadação de recursos essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas necessárias para atender as demandas mais básicas da população.

Além disso, vali eliminar milhares de empregos e destruir cadeias importantes da indústria brasileira.

 

Autossuficiência é coisa nossa

A Petrobras foi criada no governo de Getúlio Vargas, que acreditava no potencial do setor de petróleo e gás para alavancar a economia brasileira e garantir um futuro próspero, com independência energética.

Até aquele momento, o país dependia quase totalmente das importações de combustíveis para atender as demandas crescentes da nossa população.

Com décadas de muito investimento na empresa, que geraram descobertas inéditas, como o Pré-sal, o Brasil deu um salto e entrou definitivamente no cenário internacional do setor petrolífero. De 2.700 barris/dia, quantidade que produzíamos lá nos primórdios da companhia, ultrapassamos a marca dos 3 milhões barris de óleo equivalente (petróleo e gás) por dia.

 

Indústria forte é coisa nossa

Gerar emprego, renda e fortalecer o parque industrial brasileiro foram caminhos que a Petrobras escolheu trilhar por ser uma empresa estatal.

Especialmente a partir dos anos 2000, a política para o setor de óleo e gás, capitaneada pela Petrobras, criou uma gigantesca cadeia produtiva que alavancou o desenvolvimento nacionmal, levando nosso país a se tornar a sétima maior economia do planeta.

O número de fornecedores da Petrobras multiplicou a partir daquele período. No final dos anos 90, a empresa contava com 1,8 mil parceiros. Hoje são 12,7 mil.

De 2014 a 2020, a estatal planejava investir US$ 220,6 bilhões para a contratação de sondas, plataformas, navios-tanque e de grande porte. Todos esses ativos seriam produzidos pela nossa indústria naval, que crescia para se tornar uma das mais fortes do mundo (até a chegada de Michel Temer e de Jair Bolsonaro no poder e o desmantelamento do setor).

Além disso, os governos Temer e Bolsonaro acabaram com a política de “conteúdo nacional”, que determinava percentuais mínimos obrigatórios de equipamentos e serviços brasileiros para as empresas que vencem leilões para explorar campos de petróleo e gás no Brasil. Ou seja, era uma política protetiva que beneficiava as indústrias brasileiras.

 

Diversificação é coisa nossa

O desenvolvimento tecnológico proporcionado pelas refinarias nos permitiu ampliar a nossa produção de combustíveis e também diversificá-la.

A produção de biocombustíveis fez com que a empresa se posicionasse bem à frente do nosso tempo, pois o mundo passará a ser pautado pelo uso de energias mais limpas.

Infelizmente, esse é outro setor que está sendo desmantelado pelo atual governo.

 

Geração de empregos é coisa nossa

Esse incentivo à indústria brasileira fez com que o Brasil avançasse na sua política de empregos. Em 2014, a Petrobras gerava 80 mil empregos diretos e centenas de milhares indiretos.

As fornecedoras da companhia empregavam muito mais do que as empresas não-fornecedoras. Eram aproximadamente 535 empregos por empresa, diante de uma média nacional de 176 funcionários por empresa.

A importância da companhia também era vista nos salários das parceiras em relação aos não-fornecedores: 80% maior.

 

Desmonte não é coisa nossa

As refinarias são peças estratégicas nesse tabuleiro. Elas são capazes de transformar o petróleo e gás bruto em produtos essenciais em nosso dia a dia, como a gasolina e o gás de cozinha a custo baixo para o povo, por exemplo.

A matemática é simples: quanto mais produzimos bens para o nosso consumo interno, mais empregos geramos internamente e melhor a economia avança.

Entretanto, o governo de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes interrompe boa parte da produção nas refinarias, sucateia a sua estrutura e tenta fazer com que a Petrobras deixe de cumprir com seu papel enquanto estatal.

Tudo isso com o objetivo de vender 8 das 13 refinarias.

No fim, quem pagará caro (literalmente) é você.

Vender as refinarias é acabar com a geração e destruir a indústria nacional. É fazer com que o Brasil seja cada vez mais dependente dos interesses estrangeiros.

Lute junto conosco pelo futuro da Petrobras!

 

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