Você realmente conhece a Petrobras, a maior empresa do Brasil?

A Petrobras é a maior empresa do Brasil. E é estatal. Em seu ramo – petrolífero – é uma das maiores do mundo.

Além disso, é líder mundial em exploração de águas profundas e ultraprofundas, sendo a primeira a alcançar o Pré-Sal, camada de petróleo sob camada de rochas salinas no fundo do oceano, em profundidades entre 5 mil e 7 mil metros (como comparação, o Pico Aconcágua, montanha mais alta das Américas, mede 6962 metros).

Ela foi criada em 1953 por Getúlio Vargas com a missão de desenvolver a exploração petrolífera para que o Brasil se tornasse independente do petróleo estrangeiro.

É justamente por isso que a Petrobras precisa ser mantida sob controle estatal: para que ela continue priorizando o suprimento de petróleo e derivados no Brasil.

Uma empresa privada, por exemplo, não tem obrigação nenhuma de priorizar um mercado específico. Vai atuar onde pode obter mais lucro. E se for estrangeira, remeterá lucros e dividendos para o país onde estiver a sua sede.

Já a Petrobras é altamente lucrativa (desde 2002, teve lucros gigantescos em quase todos os anos), e aplica grande parte dos seus recursos para o desenvolvimento do Brasil, seja na busca por novas tecnologias nacionais (é a empresa que mais investe em pesquisa e inovação no país), em projetos ambientais para reduzir o impacto de suas atividades sobre a natureza ou em projetos sociais, culturais e esportivos e muitas outras áreas.

 

Como ela nasceu?

Ainda na década de 1930, o Conselho Nacional do Petróleo, órgão que avaliava pedidos de pesquisa e exploração de óleo, começou a estruturar como seria a então inicial exploração do petróleo no país.

Dois grupos defendiam posições opostas: um defendia que a exploração do petróleo deveria ser monopólio do Estado e outro que interesses privados nacionais e estrangeiros poderiam explorar as reservas petrolíferas.

Assim nasceu a campanha “O Petróleo É Nosso”, defendendo o monopólio estatal, conquistando o apoio da população e redundando no nascimento da Petrobras em 1953 em conjunto com a Lei 2.004, garantindo o monopólio, exceto na distribuição, que poderia ser feita por outras empresas. Em 1997, por meio da Lei 9.478, o monopólio foi extinto, o que abriu o mercado de todos os segmentos da atividade petrolífera para qualquer empresa.

Desde sua fundação, a Petrobras é uma empresa estatal de economia mista e capital aberto. Isso significa que ela tem finalidade de prestar um serviço público, mas recebe também investimento privado por meio de compra de ações negociadas na bolsa de valores. As ações podem ser compradas por qualquer pessoa. Por ser estatal, a maioria das ações devem pertencer ao Estado Brasileiro, garantindo maior parte do poder sobre decisões da companhia.

 

Impacto na economia e autossuficiência

O setor de petróleo e gás pulou de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2000 para 13% em 2014, impulsionado pela política de conteúdo local, que exigia a aquisição de um porcentual mínimo de bens e serviços no mercado interno (ou seja, brasileiros). No período, a Petrobras assumiu o protagonismo no desenvolvimento do país e teve grande participação no aumento da qualidade de vida da população brasileira (o índice de desenvolvimento humano, por exemplo, subiu de 0,67 em 2000 para 0,73 em 2012).

Mesmo com os desmontes que a Petrobras vem sofrendo desde 2016, sua participação ainda é fundamental na geração de riqueza para que nosso país consiga caminhar rumo a um futuro com menos desigualdades sociais.

A economia brasileira depende do petróleo com a maior parte da produção interna sendo usada nas rodovias.

Assim, os preços dos combustíveis influenciam diretamente a inflação, pois é parte dos preços de todos os produtos. Com a política de preços adotada em 2016 pelo governo Temer, as variações de preços ficaram mais frequentes, principalmente os aumentos.

Pela quantidade de petróleo extraída (mais de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia – boed), o Brasil tem tudo para ser autossuficiente em petróleo. No entanto, precisaria retomar sua força no refino, abandonar a ideia de vender suas refinarias, e concluir as unidades de Itaboraí e Abreu e Lima (capazes de processar o óleo mais pesado dos poços menos profundos) para reduzir a necessidade de importação da quantidade de combustível que necessita.

Diante desse cenário é fácil ver a importância da Petrobras e porque ela precisa se manter estatal. Sem ela, o Brasil encolhe.

 

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